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KontraFactos & KontraFeitos

Os factos e os feitos vistos de uma perspectiva diferente

Sinais

kruzes — 15-07-2008 GTM 0 @ 22:41

Ser dono de um automóvel de gama alta pode não ser considerado um sinal exterior de riqueza. Possuir um, ou vários, plasmas tão pouco demonstra que o cidadão desfruta de um nível de vida elevado. Ter em sua posse armas de calibre proibido, principalmente quando destinadas a actividades lúcidas – brincadeiras do género do tiro ao vizinho, modalidade muito em voga entre a população mais pobre e desfavorecida – é coisa que também não revela gozar o seu proprietário de uma capacidade económica por ai além. Igualmente quando, em resultado de um pequeno mal entendido com a vizinhança, recorre aos serviços de um mediático causídico e que assim à primeira vista é coisa para levar os olhos da cara ao cidadão médio, mesmo que todas estas condicionantes se acumulem numa só pessoa, não é justo afirmar estarmos em presença de alguém que apresenta mais que evidentes sinais exteriores de riqueza. Até porque, se atentarmos no seu discurso, ficaremos deslumbrados com a facilidade e a frequência com que conjugam o pronome pessoal “me” com o verbo “dar”. Coisa que, como sabemos, é próprio dos pobres.

As aparências que não enganam

kruzes — 12-07-2008 GTM 0 @ 16:20

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São conhecidas histórias de pretensos conquistadores, quais Zézé Camarinha de trazer por casa, que acabaram enganados pela aparência de alguém que mais tarde se revelou um paneleiro travestido de mulher. Não será o caso que a foto documenta. Este badameco não engana ninguém e nada leva a crer que o pretenda fazer.

Xuninng religioso

kruzes — 09-07-2008 GTM 0 @ 14:53

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Talvez por acreditar que a fé é que nos salva, ou apenas por ser um fervoroso devoto, o dono deste tuga móbil transformou o tablier num verdadeiro altar. A protecção divina que espera obter para si estender-se-á também aos outros automobilistas se, ao fazer as suas rezas, a criatura não desviar os olhos e a atenção da estrada. Isto se a BT não considerar ilegal falar com os santos enquanto  conduz…

Futebol javardola

kruzes — 08-07-2008 GTM 0 @ 09:21

De repente, assim sem ninguém esperar, o país deixou de gostar de futebol. E logo agora que estão a acontecer coisas realmente interessantes, como sempre acontece no futebol português quando uma época está prestes a iniciar-se e as incertezas em torno de clubes e jogadores são mais que muitas.

 As velhotas, que antes manifestavam um interesse inusitado pela arte do pontapé na “chincha”, não têm agora opinião acerca de quem deve ficar na Primeira Liga. Algumas pensam até que Boavista ou Paços de Ferreira são nomes de medicamentos para os olhos ou para a artrose.

As teenagers histéricas acabadas de largar os cueiros, que guinchavam estridentemente a qualquer aparição, pública ou televisiva, do Cristiano Ronaldo e seus amiguinhos parecem desprezar todos os cento e oitenta e três reforços já anunciados para o Benfica.

As mais maduras, aquelas que ainda não se trocam por duas de vinte mas que estão prestes a esgotar o prazo de validade, que até há bem pouco idolatravam o Scolari, agora não ligam a mínima ao Quique Flores nem parecem preocupadas com o drama do Miguel Veloso que, coitado do rapaz, hesita em decidir para qual clube, dos quatrocentos que já manifestaram interesse na sua contratação, há-de ir jogar.

Felizmente, para manter a coisa animada, temos o mesmo velhote de sempre. Apesar do ar de proxeneta que o caracteriza e do aspecto de quem à conta de doses industriais de viagra e pau de Cabinda vai alternando por aí, o homem consegue divertir-nos com as piadas javardolas que alarvemente profere mal lhe aproximam um microfone das fuças. É que mesmo sendo um pinto é ele que continua a cantar de galo na capoeira do futebol cá do sitio.

Melancia

kruzes — 03-07-2008 GTM 0 @ 16:06


Recentes investigações dão-nos conta de espantosos poderes atribuídos à melancia. Quase tantos como ao aloé vera. Só que muito melhores. Ao que parece este fruto contem componentes similares aos do Viagra e seu consumo poderia aumentar a libido e a capacidade amorosa de uma pessoa. Mas como não há bela sem senão, existe um problema. As maiores concentrações dos elementos que possuem essas propriedades encontram-se na parte branca da melancia, aquela que geralmente não se consome.

Embora, por norma, acredite nos gajos da ciência esta “descoberta” suscita-me algumas reservas. É que o consumo deste fruto costuma dar, nas horas seguintes, uma enorme vontade de mijar coisa que me parece muito pouco compatível com o outro efeito que os cientistas vêm agora sugerir.

Al-masturimaginação

kruzes — 02-07-2008 GTM 0 @ 12:12

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Os seguidores do profeta são uns fulanos chatos como o caraças, cheios de hábitos esquisitos que anseiam espalhar pelo mundo inteiro e desejosos de obrigar os restantes povos a seguir o seu estúpido modo de vida. Entre outros costumes bizarros, muito valorizados pela intelectualidade ocidental, incluem-se matar mulheres à pedrada e obrigar miúdas de tenra idade a casar com homens adultos. Aquilo que por cá chamaríamos de pedofilia.

O seu desprezo e aversão às mulheres leva-os mesmo a obrigá-las a taparem-se dos pés à cabeça de maneira a que não se sintam ofendidos com a presença de um ser que eles consideram inferior, reles e desprezível. É claro que, em certos momentos, tal proibição acaba por ter os seus inconvenientes…

Xuninng

kruzes — 28-06-2008 GTM 0 @ 13:36

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A malta do xuninng é danada para inventar coisas que, quase sempre, pioram em muito a aparência do tugamóbil. E este até nem é dos piores exemplos. Isto apesar do interior inenarrável, das jantes cor de merda a condizer com as riscas à clube de futebol do porto e da seta a indicar o ponto de reboque. Embora este último aspecto até se compreenda, não vá o diabo tecê-las e o gajo do pronto-socorro ligar o cabo a outro sitio qualquer.  

Cenas tristes

kruzes — 24-06-2008 GTM 0 @ 08:59

Numa qualquer banca de jornais é possível encontrar dúzias de revistas que se dedicam preferencialmente, algumas em exclusivo, a reportar acontecimentos que envolvem gente pretensamente famosa. Na esmagadora maioria pessoas que nada fazem de útil à sociedade e cujas actividades pouco importarão ao cidadão médio.

Embora me seja difícil entender o que leva um vulgar cidadão ou cidadã a interessar-se por este tipo de publicação, dominada essencialmente pela não notícia, o certo é que o tema vende. Parece mesmo haver uma franja de leitores fiéis que já não passa sem saber com quem catrapisca a “Vává”, a Gigi” ou a “Náná”. Ou  quem teria sido o par do “Cácá”, do “Rárá” ou do “Lhôlhô” na última “fêsta” da cornesa de qualquer coisa ou do barão assinalado em todas as repartições de finanças. Tudo matéria do mais relevante interesse nacional, está bem de ver. Ou como diria o outro, “é disto que o meu povo gosta”. Só me saem duques!

Osga

kruzes — 22-06-2008 GTM 0 @ 11:37

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Não gosto de rastejantes. Qualquer que seja a espécie. E o meu desprezo por eles cresce de forma exponencial quando o fazem em altura. É o caso da osga. Dizem os especialistas - há especialistas em todas as matérias, até em osgas – que a sua capacidade de se manter em superfícies verticais deve-se ao efeito de sucção que habilmente produzem e, garantem ainda, têm uma elevada capacidade de mudar de cor, consoante as características do meio em que se encontram e o seu estado emocional. Repugnante, de facto.

A santa aliança

kruzes — 19-06-2008 GTM 0 @ 23:11

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Esta espécie de fruta, a que simpaticamente podemos chamar rosanja poderá muito bem ser o símbolo da coligação que, já se adivinha, pode vir a governar o país na sequência das próximas eleições legislativas. Os maiores partidos, confrontados, no caso do PS com a perda da maioria absoluta e, no caso do PSD, com uma votação abaixo de miserável, poderão efectuar uma coligação governativa por forma a assegurarem a partilha dos recursos do país.

O símbolo dessa aliança caso os homens do marketing não optem pela rosanja pode ser, em alternativa, um tacho. Daqueles que os espanhóis usam para fazer a "paella".